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Lesões dos tendões quadricipital e patelar

O que são os tendões quadricipital e patelar?

Estruturas de colágeno que conectam músculo ao osso. O Tendão do quadríceps conecta o músculo quadríceps à patela , e o tendão patelar conecta a patela à tíbia. São componentes do mecanismo extensor do joelho, portanto atuam extendendo (esticando) o joelho. Por conectarem o quadríceps, que é a união de quatro músculos volumosos, sofrem alta tensão durante o caminhar, correr e agachar.

O que causa a lesão desses tendões?
Os tendões sofrem lesões normalmente quando já possuem previamente algum processo inflamatório e/ou degenerativo. Geralmente são processos degenerativos antigos, que em uma situação de tensão da musculatura, acaba rompendo o tendão. Costumam ocorrer durante contrações musculares excêntricas intensas, por exemplo ao aterrizar de salto em velocidade. Em algumas situações, os tendões quando já muito comprometidos, podem romper mesmo durantes contrações musculares de baixa intensidade. Em jovens, fatores que podem estar associados a estas lesões são o uso de anabolizantes ou infiltrações prévias de corticoesteróides que tiveram contato com o tecido do tendão. Outro detalhe importante é a idade que estas lesões ocorrem: o tendão patelar costuma romper em pessoas com menos de 40 anos de idade; já o tendão quadriceptal, costuma romper em pessoas acima dos 40 anos de idade.

Quais os sintomas da pessoa que rompe o tendão quadricipital e tendão patelar?

No momento da lesão, a dor é intensa. É comum escutar um barulho, semelhante a uma corda estourando. Logo após a lesão, a pessoa não consegue realizar a extensão do joelho, ou seja, não é possível esticar o joelho ou mantê-lo esticado. O mecanismo extensor perde a conexão, portanto não mais funciona.

A dor é localizada na região anterior do joelho (na frente), e é comum edema volumoso e hematoma aparecerem em poucas horas.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico geralmente é fácil de ser realizado, pelos sintomas descritos acima, com a incapacidade de esticar ojoelho. No casos de lesões parciais, e para melhor avaliação das lesões, exames de imagem auxiliam. A radiografia demonstra alteração da altura patelar, e a Ultrassonografia e a Ressonância Magnética são capazes de observar o tendão rompido e o exato local da lesão, além de avaliar lesões associadas. Porém basta um exame clínico correto para o diagnóstico.

Como é o tratamento? Sempre tem que operar?

Lesões incompletas, sem perda da capacidade de extender o joelho, não necessitam de cirurgia. Porém as rupturas completas, tanto do tendão quadriceptal como do tendão patelar, exigem o tratamento cirúrgico. Lesões recentes, em tendões com boa qualidade tecidual, basta realizar a sutura do tecido ou reinserção do tendão ao osso em questão (patela ou tíbia). Já nos casos em que a lesão ocorreu há alguns meses ou anos, e nos casos em que o tendão apresenta processo degenerativo extenso, com má qualidade tecidual, é indicado a realização de alguma técnica de reforço, como a utilização de tendões de outras partes do corpo ou de cadávers como enxerto, para reforçar a sutura ou reinserção realizada. Existem várias técnicas de reforço.

O que precisa fazer após a cirurgia?
Deve-se proteger o tendão reparado ou reconstruído com imobilização, por 4 a 6 semanas, dependendo do resultado obtido no momento da cirurgia. A retirada da imobilização com manipulação suave na fisioterapia é indicada.. O momento para iniciar a mobilização passiva depende da opção do cirurgião e do resultado obtido no momento da cirurgia com a técnica escolhida. É importante que o fisioterapeuta tenha experiência e conhecimento dos protocolos de reabilitação para uma boa recuperação e para não ocasionar lesões no tendão operado. Após 2 meses da cirurgia, o tendão já está num período adiantado de cicatrização, e pode-se intensificar o ganho de mobilidade e o fortalecimento. Com 3 meses da cirurgia, intensifica-se o treino proprioceptivo, e no momento que força e capacidade proprioceptiva estiverem adequados e equilibrados em relação ao outro membro inferior (por volta do quarto mês), o paciente está apto a retornar às suas atividades esportivas.

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